Após uma denúncia de que a direção do Presídio de Segurança Média de Três Lagoas ( MS ) proibiu a entrada de ração doada para aproximadamente 70 gatos que há varios dias estão sem alimentação, integrantes da Associação " As Protetoras " realiza domingo, 1, a partir das 11 horas uma manifestação na frente da referida unidade prisional pela liberação da ração no local, fiscalização das autoridades competentes e responsabilização, caso, sejam comprovados maus - tratos dos animais.
Através de nota à imprensa a direção do presídio fez o seguinte esclarecimento; A Penitenciária de Três Lagoas desenvolve uma campanha de adoção responsável de gatos que circulam na unidade prisional, iniciativa voltada a visitantes e servidores interessados.
A medida foi adotada também em outras unidades, após orientação da Vigilância Sanitária à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), considerando que a presença elevada de animais em ambiente de custódia coletiva pode comprometer as condições sanitárias. Em unidades com população carcerária significativa, a concentração de gatos pode favorecer a proliferação de parasitas e atuar como potencial vetor de zoonoses, o que representa risco adicional diante do cenário de superlotação.
A ação conta com acompanhamento da Promotoria de Meio Ambiente de Três Lagoas, que realizou vistoria in loco para verificar a situação.
Não procede a denúncia de maus-tratos. Os animais que ainda não foram adotados continuam recebendo alimentação e cuidados básicos. Entretanto, a unidade prisional não dispõe de estrutura técnica nem de previsão orçamentária para oferecer atendimento veterinário, razão pela qual a adoção responsável também se apresenta como a solução mais adequada, tanto sob o aspecto sanitário quanto de bem-estar animal.
Esclarece-se ainda que a entrada de ração para gatos não é autorizada, por não constar no rol de itens permitidos para entrega nas unidades prisionais, conforme normativas institucionais vigentes. A flexibilização dessa regra comprometeria os protocolos de segurança e controle estabelecidos pela administração penitenciária.
Todas as medidas adotadas observam critérios técnicos, sanitários e legais, buscando conciliar a saúde pública, a segurança institucional e o respeito aos animais.
